Nossa História

O início das atividades da Modum Tecnologia da Informaçãose dá em maio de 1.997, inicialmente chamada Supervisão Cheking e Dados de Mídiae depois Mediatronics Pesquisa de Mídia, começa suas atividades com o trabalho de coleta de dados de comerciais das emissoras abertas de Curitiba (Globo, SBT, Band e CNT) para o Ibope. Para chegar até aos dias atuais foram necessárias várias mudanças e adaptações por exigência do mercado e dos clientes. Muitas lutas aconteceram também para manter a empresa e sua trajetória de sucesso. São mencionados aqui alguns fatos e personagens das primeiras décadas de sua existência, os quais contribuíram para a criação da Modume possibilitaram sua sobrevivência no mercado.

A Pré-história

A pré-história da Modum tem início no interesse do Aron por programação de computadores quando era funcionário da Embratel de Florianópolis, em 1990. Este trabalhava no setor de manutenção de rádio micro-ondas (aqueles que ficam em cima dos morros e que têm uma torre alta com uma antena parabólica de cada lado da torre, na maioria dos casos), que que eram utilizados para transmissão de chamadas telefônicas de longa distância e TV. Neste período o setor precisava com urgência organizar o seu almoxarifado, que continha cerca de mil peças de reposição para a manutenção dos rádios micro-ondas. A solução era fazer um programa que controlasse esse estoque de peças.

Depois de tanto aguardar que a solicitação feita ao pessoal de programação da Embratel fosse atendida, sem sucesso, o Aron se propôs a fazer o programa desde que alguém da informática o orientasse. Assim foi feito e o programa desenvolvido.

Empolgado com o primeiro programa Aron incentivou seu irmão Abel, contador, a adquirir um computador e comprometeu-se a fazer os programas necessários para que o escritório de contabilidade funcionasse informatizado. O programa de folha de pagamento saiu depois de seis meses de trabalho. O de contabilidade foi comprado pronto e o escritório, com o passar do tempo, abandonou os processos manuais. Com isso a empolgação aumentou.

O computador para o Abel foi comprado em uma loja de informática próxima a Embratel, a partir disso surgiu uma amizade entre o dono da loja e o Aron. Essa amizade se estendeu para uma relação profissional e dela houve a prestação de serviços de programação por parte do Aron para esta loja. Um destes serviços foi a execução do primeiro programa de coleta e padronização de dados de mídia em 1991. Este programa foi usado por várias empresas coletoras de dados no Brasil e se chamou CP (Controle de Propaganda). O CP evoluiu entre 1992 e 1993 e passou a chamar-se CP2. Em 1995 foi renomeado para CP3 e incorporou vários controles e críticas dos dados durante o processo chamado de supervisão, facilitando e agilizando o trabalho do supervisor, com melhoria de qualidade.

Em 1995 surgiu o SADT (Sistema de Aquisição de Dados em Televisão) que foi usado até o ano 2000 e teve várias versões. Também no ano de 1994 houve a mudança do Aron com a família para Porto Velho em Rondônia com o objetivo de lá trabalhar com coleta de dados de propaganda e aprimorar o software. Essa mudança só foi possível graças ao apoio incondicional da mulher do Aron, a Darclê. Quando trabalhava na Embratel, Aron decidiu sair da empresa e pediu para ser demitido. Antes conversou com a Darclê dizendo que acreditava em seu potencial e que passariam por um período de dificuldades no início, mas que as coisas iriam melhorar com o tempo. Com o apoio da Darclê o Aron passou a trabalhar como programador autônomo, ganhando 1/4 do que ganhava na Embratel. Iniciou este período atendendo uma distribuidora de livros e teve também como clientes a OAB/SC, a APCEF/SC (Associação do Pessoal da Caixa Economia Federal), o CRF/SC (Conselho Regional de Farmácia), o Escritório Blasi de Advocacia e outros clientes menores.

Montar um negócio em Rondônia foi uma verdadeira aventura. Em primeiro lugar pela distância em relação à Florianópolis, em segundo pelo total desconhecimento da cidade de Porto Velho e em terceiro pela própria viagem: longa e também perigosa devido às condições da estrada e por trechos de até 200 km sem cidade ou vila nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Isso somente foi possível graças ao apoio do João Luiz da CCP - Controle Catarinense de Publicidade(empresa de pesquisa de mídia em Florianópolis). Nesta época o João Luiz presidia a ASCOB(Associação das Controladoras de Propaganda do Brasil) que havia contratado o Aron para dar manutenção no programa de coleta e supervisão para todas as empresas associadas. Foram feitos contatos com agências de São Paulo para verificar a viabilidade de abrir uma empresa em Porto Velho. Participaram destes contatos o João Luiz e o Carlos Couto da Couto Representações, empresa em São Paulo que à época representava as controladoras de publicidade.

Com a promessa de cinco agências de comprar o serviço feito em Porto Velho, João Luiz e Aron partiram de Florianópolis para São Paulo no dia 24 de abril de 1994 às 04h18m da madrugada. Era um domingo nublado e com alguma garoa. Viajavam em um automóvel Voyage ano 1983, comprado do seu irmão Abel. Este carro estava com o bagageiro e os bancos dos passageiros de trás carregados até o teto. Havia um reboque que também estava lotado. Carregavam de tudo: uma máquina de lavar louça, um forno de microondas, uma tv, um computador completo, uma caixa de ferramentas, videocassetes, fitas VHS... Este reboque pertencia ao pastor Renato Becker da igreja Luterana de Florianópolis, que, como amigo, cedeu-o ao Aron para que pudesse fazer a viagem. Ele deve ter se arrependido do fato, pois 3 anos depois, quando o Aron vinha de Porto Velho trazendo o reboque para devolvê-lo, o eixo deste partiu-se ao meio, quase provocando um acidente com carro. O reboque tinha um valor sentimental incalculável, pois foi construído pelo pastor Renato junto com seu pai, há vários anos. Tudo foi elaborado, montado, soldado, parafusado e pintado por eles. As rodas foram achadas em um ferro-velho, eram de Kombi mais antiga, com 5 furos para os parafusos e não com 4 como maioria das rodas atuais.

Era novamente um domingo e em Rondônia, como em toda a Amazônia, as distâncias são muito grandes. A cidade mais próxima ficava a quase 100 km e até chegar a ela só havia floresta. Uma das rodas do reboque soltou-se junto com um pedaço do eixo e ultrapassou o carro pelo lado direito, indo perder-se no meio do mato. Após algumas horas procurando pela roda o Aron desistiu. Como não houve quem parasse para ajudar, resolveu deixar o reboque para tentar pegá-lo na volta. Apesar de tê-lo escondido dentro do mato ao lado da estrada algum espertinho o levou.

Na viagem de ida, de Florianópolis até Porto Velho, passando por São Paulo, foram percorridos 4.028 km em 4 dias e foram consumidos aproximadamente 400 litros de combustível (álcool). Foram de Florianópolis a São Paulo no dia 24 de abril de 1.994 e no dia seguinte a Campo Grande, saíram de Campo Grande, MS, no dia 26 de abril às 05h25m, chegando em Cuiabá, MT às 16h do mesmo dia. A abertura dos trabalhos em Porto Velho teria que se dar no dia 1° de maio. Por causa do prazo apertado resolveram então seguir viagem e varar a noite, uma completa loucura. Por volta das 3h da madrugada do dia 27 houve um problema que quase interrompe a viagem. Após passar por vários quilômetros de estrada esburacada que obrigava a desviar de buracos nos quais entravam meia roda do carro e que, às vezes, tinham a largura de meia pista, aconteceu de estarem passando por um trecho que parecia um tapete de tão boas as condições do asfalto. O Aron estava dirigindo, e, um pouco afoito, achou que dava para correr mais. Então, ao passar de encontro a um comboio, de mais de seis caminhões e ônibus, não foi possível ver com antecedência um buraco que ocupava toda a pista. O Voyage passou com as 4 rodas pelo buraco, ficando as rodas do reboque dentro dele. Apesar de o Aron ter freado um pouco antes, as 2 rodas do lado direito do carro, onde o buraco era mais fundo, se entortaram. O pneu da frente esvaziou-se por completo, imediatamente. O pneu de trás foi esvaziando aos poucos, dava para ouvir aquele chiado do ar saindo: “ssshhhh”. Foi quando o João Luiz pegou o martelo que estava na caixa de ferramentas atrás do banco do passageiro e saiu batendo com toda a força no pneu traseiro para tentar desentortar um pouco o aro e parar o vazamento. Conseguiu, teve que desentortar o lado de fora e o lado de dentro do aro. O pneu dianteiro foi trocado e com o traseiro mais da metade vazio, continuaram a viagem, bem devagar, até a borracharia mais próxima a cerca de 10 km.

Fora este incidente e os buracos na pista a viagem foi muito boa. No Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul havia as plantações de soja dos lados da estrada que se estendiam por quilômetros e parecia um mar amarelo, de tão extensas. Em alguns lugares, no meio desse mar, se podia ver bandos de emas se alimentando. Várias vezes foram vistos tucanos sobrevoando a estrada. Outras aves muito bonitas que não foi possível identificar também foram vistas. À noite vários animais, como cervos, lobos-guará, guaxinins e outros foram vistos cruzando a rodovia. Muito interessante era, durante o dia, enxergar as nuvens à distância, ver a chuva caindo e estar sob um sol de 40°, chegar à nuvem, passar pela chuva, ter um refresco maravilhoso na temperatura e voltar ao sol logo a seguir.

A chegada foi no dia 27 de abril às 17h45m. No dia seguinte, uma quinta-feira, João Luiz e Aron saíram atrás de um imóvel para alugar. Primeiramente resolveram andar a pé pois todas as imobiliárias que iriam visitar ficavam na região central, num raio máximo de 10 quadras. Após o almoço e por terem percebido que em Porto Velho o calor é um pouco maiorque em Florianópolis, resolveram fazer o percurso de carro, pois fôlego não mais havia. No sábado o Aron fechou o contrato de aluguel de um apartamento de 3 quartos que serviu de moradia e de escritório. Após a montagem dos videocassetes no sábado e a colocação de uma antena no teto do escritório, os trabalhos foram iniciados com a gravação das emissoras da rede Globo e do Sbt no dia 1° de maio de 1994, às 6h da manhã, 7h no horário de Brasília (Porto Veelho tem um fuso horário diferente, uma hora a menos em relação ao horário oficial do Brasil).

Neste dia o Brasil passou por um dos episódios mais comoventes de sua história. A morte de Airton Senna no grande prêmio de Fórmula 1 em Ímola na Itália. João Luiz e Aron estavam assistindo à corrida e em princípio pensaram que nada de grave havia ocorrido. Com o passar do tempo foram ficando apreensivos. Viram que a situação era séria e a tristeza começou a bater.

Preocupado, João Luiz ligou pra casa a fim de saber como estavam seus filhos, Alexandro e Anderson, que, como nós, eram fãs da Formula 1 e do Airton Senna. A comoção era geral, seus filhos estavam, como nós, inconformados. Este dia ficou marcado de forma indelével na memória dos dois, um dia iniciado com vitória no trabalho, que proporcionou muita alegria pelo objetivo alcançado e que foi sucedido por grande tristeza.

No mês de junho foi iniciada a gravação das emissoras das redes Bandeirantes e Manchete (hoje Rede Tv). Assim a praça de Porto Velho contava com 4 emissoras trabalhadas. No primeiro mês de trabalho as 2 emissoras eram coletadas pelo João Luiz e pelo Aron, mais pelo João, porque o Aron não gostava de coletar e não era muito eficiente nisso, sendo que o João era muito mais rápido. Aron fazia o trabalho de supervisão e também se dedicava a dar manutenção e a aprimorar os programas de computador, o que tomava bastante tempo. Na última semana do mês chegou ajuda vinda do sul. O Otto, sobrinho do Aron, mudou-se de Ponta Grossa para Porto Velho. Ele havia sido treinado durante uma semana na CCP em Florianópolis. Mal chegou a Porto Velho e, tendo apenas mais uma semana de orientação do João Luiz, já começou a trabalhar. João Luiz pegou um avião no fim de maio e foi embora para Florianópolis, deixando Aron e Otto andarem pelas próprias pernas. Otto passou a coletar as 4 emissoras em junho, Aron apenas trabalhava na padronização de dados e nos programas de computador. Tentava também contratar pessoal para compor o quadro de coletores da empresa. A contratação de pessoal não foi fácil, o que obrigou o Otto a coletar 4 emissoras durante todo o mês de junho sem ajuda. Acordava por volta de 5h30m e ia dormir quando o calor deixava. Em janeiro de 1995, outro sobrinho do Aron apareceu em Porto Velho. Cristiano veio passar férias (turismo ecológico? - que fria) e foi pro batente também.

O tempo passou, houve a contratação de pessoal para coleta e o Otto assumiu a função de supervisor, aliviando bastante sua carga de trabalho, tendo um justo e merecido descanso a cada dia, como deveria ser.

A Modum

As coisas em Porto Velho corriam bem, o povo era hospitaleiro, o calor já era suportável, a comida boa, a carne barata, o trabalho rendia, muitos amigos... Aron pensava que talvez em 10 anos pudesse voltar a morar no sul do país. Eis que então vários fatos aconteceram que anteciparam o retorno. O SBT não estava contente com as medições de audiência do Ibope. Concordava que era segundo, mas não tão baixo quanto as medições apontavam. Decidiu então contratar o Instituto Nielsen (filial da multinacional de pesquisa ACNielsen) para pesquisar audiência em São Paulo. Terminadas as negociações iniciais, o Instituto Nielsen cortou o fornecimento do horário de programação de todas as emissoras ao Ibope. Sem este serviço não havia como o Ibope incluir a audiência na programação, ficando sem condições de continuar fornecendo a audiência de tv aos seus clientes.

O Ibope resolveu gravar a programação das emissoras de TV nas capitais de dez estados brasileiros, enviando as fitas VHS a São Paulo para terem seus dados coletados. A pouca praticidade desse trabalho e a operacionalização custosa e pouco eficiente fez com que o assunto fosse rapidamente repensado e foi decidido pelo Ibope abrir nova frente de negócio, passando a atuar na pesquisa de mídia, a partir de setembro de 1997, data da fundação da Modum. Desde agosto de 1995 o Aron estava trabalhando em São Paulo, montando uma central de processamento, para receber os dados das 10 capitais e padronizá-los para serem entregues ao Ibope.

Como o Otto já estava mais folgado em Porto Velho e havia a necessidade então foi decidido que iria para Curitiba para abrir a nova empresa. Alugou um apartamento na Av. Anita Garibaldi, onde morava e onde foi a primeira sede da empresa na cidade.

Em outubro do mesmo ano Cristiano, irmão do Otto, estava em Florianópolis cursando a Escola Técnica e como já sabia coletar (aprendeu nas férias em Porto Velho, lembra?), foi convidado para fazer uns “extras” nos fins de semana. A gravação havia iniciado já há quase dois meses, mas ainda estava com estrutura precária, tanto de equipamentos como de pessoal. O Otto trabalhava um pouco na coleta e outro tanto na supervisão. Durante o dia havia 2 coletores iniciantes, que estavam conseguindo fazer no máximo um dia e meio de coleta por dia. Como eram 4 emissoras, o ritmo de recuperação era muito lento.

A cada 15 dias o Cristiano ia para Curitiba na sexta-feira à noite, chegando no sábado de madrugada, geralmente trazendo alguma coisa para a empresa, uma estante, tv, videocassete, fitas, e outras tralhas. Ficava até domingo e geralmente conseguia fazer 5 a 6 dias de coleta. O Otto também fazia algo nessa faixa, então era um final de semana que sempre dava um pequeno salto, pois na segunda-feira, costumavam ser enviados 3 dias de dados coletados para o Ibope. Esse período estendeu-se de outubro a dezembro. Em janeiro o Cristiano aceitou a proposta para trabalhar definitivamente em Curitiba, iniciando em fevereiro de 1996. Logo na sua chegada iniciou-se também a coleta de dados da Record (apenas a programação), ficando o Cristiano responsável pela coleta da Cnt e da Record e também manutenção dos computadores, que agora já eram 5, 1 para supervisão de dados e 4 nos módulos de coleta.

Nesta época, também de 15 em 15 dias o Aron vinha de São Paulo carregando alguma coisa para a empresa: monitores, videocassetes, fitas, impressoras, disquetes, placas de computador e outras coisas. Isto durou até abril de 1996, quando foram encerrados os trabalhos do Aron na central de São Paulo. Quando não vinha à Curitiba, também de 15 em 15 dias, o Aron pegava um vôo de São Paulo a Porto Velho nas quintas às 23h, chegando às 2h. Voltava na segunda às 0h, chegando em São Paulo às 5h (devido ao fuso horário e a duas escalas, Cuiabá e Campo Grande). A gravação cobria o período das 07h às 03h, utilizando 2 fitas VHS de 6 horas de duração e por último uma fita de 8 horas.

O Cristiano trouxe um colega seu, João, também de Florianópolis para integrar a equipe e assim completar o quadro. Passaram a morar com o Otto no endereço da Av. Anita Garibaldi. No segundo semestre o Otto saiu da empresa e o Cristiano assumiu a supervisão, e para coletar a Cnt, entrou a Cíntia (irmã da Simone, que na época namorava o Cristiano, casando-se mais tarde). Nesse momento, a Record passou a ser dividida, todos faziam um pedaço. O programa, na época o SADT foi modificado para unir pedaços de coleta, assim ninguém precisaria esperar o outro terminar sua parte, todos podiam fazer ao mesmo tempo. A supervisão de dados era composta pela conferência de cadastro que era automatizada e uma conferência manual em relação as demais questões, como fechamento de programa e horários de intervalos comerciais. No final do ano a empresa mudou de de endereço, transferindo-se para a Rua Júlio Pedroso de Morais em uma casa, muito mais ampla que o apartamento anterior. Algum tempo depois, o Aron também veio para Curitiba, facilitando assim o gerenciamento da empresa. Nessa época a Record passou a ser coletada integralmente, o que causou o acréscimo de mais uma pessoa na equipe de coletores. Um dos coletores assumiu a função de vendedor nessa época e com a ajuda do Cristiano e do Aron, foram visitadas as emissoras de Curitiba. No Sbt, Band e Cnt fomos muito bem recebidos, inclusive resultando em um contrato com o Sbt, que foi nosso primeiro cliente.

A equipe voltou a aumentar pois o Cristiano saiu da supervisão, passando a atuar na gerência. Algum tempo depois o Otto, que havia saído, foi convidado a retornar para a empresa e assumir a parte financeira que também estava a cargo do Cristiano. O contrato com o Sbt tinha uma parte em permuta que foi usada em campanhas da Modum (então Supervisão, depois Mediatronics) no jornal O Estado do Paraná e no Programa do Jô. Por conta dessas campanhas recebemos ligação da Ângela da agência Opus Múltipla na época. Isso ocorreu no momento em que a Global Telecom (empresa de telefonia móvel, depois Vivo) entrava no mercado e era cliente da Opus. Conseguimos fechar serviço de vistoria de outdoor e checking de coemrciais Tv. O serviço de outdoor do interior era feito por Curitiba, saindo daqui de madrugada, passando por Londrina, Maringá e outras cidades, terminando em Ponta Grossa.

Logo depois a Opus perdeu a conta, que foi para a Heads. Cristiano foi até a Heads, conversando diretamente com a Anita Bardelli, diretora de mídia. De início foi contratado somente o serviço de vistoria de outdoor, pois tinham contrato com o Ibope. Logo depois passamos a fornecer as emissoras que o Ibope não trabalhava e depois as demais emissoras. Na época, a Global Telecom, hoje Vivo, era controlada por um grupo japonês e um executivo veio do Japão para ser auditor dos acionistas japoneses, seu nome era Hatori. No Japão, segundo o Hatori, os brasileiros eram conhecidos como "picaretas" (preconceito, claro!!!), então era preciso ter um fiscal dentro da empresa. Logicamente por desconfiar de tudo e de todos, o Hatori exigia da agência todo o tipo de comprovante. Ele inclusive pessoalmente escutava rádios, assistia Tv, passeava pela cidade para ver os outdoors entre outras ações de fiscalização.

Sendo um executivo de alto padrão, além do idioma japonês, também falava inglês, porém o português não teve tempo de aprender por completo antes de vir para o Brasil, assim o Hatori carregava sempre um dicionário porque "era mais seguro do que pedir para um terceiro traduzir e correr o risco de ser enganado". A Heads comprava da Modum apenas algumas emissoras pois a agência tinha contrato com o Ibope, que fornecia a maioria das emissoras. O Hatori, no entanto, criou algo inédito no mercado, fiscalizar a fiscalizadora, ou seja, ele pediu para assistir as fitas e conferir nosso relatório, para ver se não havíamos "alterado" nada. Claro que era feito por amostragem pois o volume era muito grande, mas nunca sabíamos o que ele iria ver, pois decidia na hora. O Ibope não aceitou permitir que fossem conferidas as fitas, então o Hatori só tinha acesso às poucas emissoras que eram compradas conosco.

Na segunda ou terceira vez em que ele veio ao nosso escritório perguntou para a Lucélia da Heads, que sempre o acompanhava, se nosso serviço era muito mais caro que o Ibope. Antes que ela respondesse o Cristiano disse que era mais barato. Nesse momento o Hatori arregalou os olhos, depois franziu a testa, virou para a Lucélia e disse mais ou menos assim: "Modum mais lápido, atende melhor, deixa Hatori ver fita e é mais balato. Porque Heads complado Ibope? Não entendo". Duas semanas depois passamos a vender todas as emissoras do Paraná que tínhamos. Infelizmente, os japoneses venderam sua parte da Global Telecom para um grupo português e o Hatori voltou para o Japão. Com o fechamento do serviço de controle publicitário do Nielsen, a RIC, entrou em contato solicitando nossos serviços e mais um contrato foi fechado. Logo em seguida, conseguimos fechar com 5 das 6 agências que atendiam o Governo do Paraná. Além da Heads e Opus que já atendíamos, entraram também Getz, Propeg e Loducca. Apenas a Master ficou de fora.

A Filial em Arapongas - PR

No final de 1998 o Ibope acabou comprando o setor de pesquisa de mídia do Nielsen, passando a cobrir uma área maior incluindo também Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Foz do Iguaçu e Paranavaí. Num primeiro momento, a Datamidia (nossa concorrente, já com mais de 30 anos de existência á eṕoca) passou a ser fornecedor do Ibope em Londrina e Maringá. Depois de alguns meses o Ibope solicitou que abríssemos as praças. Fizemos um levantamento na tentativa de encontrar uma alternativa para abrir apenas uma filial e não duas. Encontramos aqs cidades de Apucarana e Arapongas como candidatas. Cristiano e Aron viajaram para encontrar um lugar e estabelecer a empresa. Em Apucarana não deu certo, não foi possível captar o sinal das emissoras de tv das duas cidade; em Arapongas foi alugado um local após fazer os devidos testes de recepção. Em abril de 1999 iniciamos as atividades em Arapongas. Neste mesmo dia, enquanto o Aron tratava dos trâmites do aluguel e instalações, o Cristiano foi procurar pessoas para trabalhar. Depois de alguns dias em Arapongas, Cristiano e Aron voltaram para Curitiba. A filial, ainda em atraso, já tinha condições de recuperar-se sozinha.

Em fevereiro de 2000, a filial da Modum mudou-se para Rua Sangue-de-Boi na Vila Araponguinha, quando a empresa comprou uma casa para sua sede. Em janeiro de 2003, apóis ven a casa, a Modum voltou para o endereço inicial na Av.Arapongas, 1570.

Perspectivas

Assim, com trabalho, dedicação e esforço de cada um de seus colaboradores a Modum vislumbra um futuro de consolidação de sua marca e de seus serviços. Pensando para o futuro, e trabalhando hoje, a Modum teve seu nome oriundo do latim e significa modo ou modoe com isso queremos assumir e reafirmar o velho ditado: “o cliente tem sempre razão”.

A filosofia Modum acaba com a imposição de modelos e formatos imutáveis, Modum tem softwares prontos e serviços básicos, mas vai além, oferece soluções personalizadas de serviços, atendimento e software.